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O jardim sustentável, na fala de Marina Silva

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Assisti hoje a fala da senadora Marina Silva no Fórum Cristão de Profissionais, na IBAB. Num resumo inocente, segue o que ela expôs sobre o tema ‘Fé e sustentabilidade’:

A sociedade está imersa numa CRISE formada por múltiplas crises, dentre elas a crise POLÍTICA e a crise de VALORES são a base negativa. Por valores distorcidos o homem tem destruído o legado de milênios pra se beneficiar por algumas décadas, vivendo num sistema insustentável. 

Salomão pontua em Eclesiastes 4:6 o que é um claro conceito de sistema sustentável: “Melhor ter pouco em uma das mãos, com paz de espírito, do que estar sempre com as duas mãos cheias de trabalho, tentando pegar o vento.”

Ainda na Bíblia, quando no deserto, Moisés e o povo hebreu recebiam de Deus o maná, que caia do céu conforme a necessidade deles. Marx popularizou a frase de mesmo sentido: “a cada qual segundo suas necessidades” teorizando uma sociedade comunista sustentável. Para Marina, essa é a essência de um modelo sustentável, uma sociedade que supra a necessidade de todos fazendo uso inteligente dos recursos que tem.

No jardim, Deus deu a Adão DOMÍNIO sobre toda a criação, mas também pediu para MANTER e GUARDAR. As coisas precisam continuar funcionando com esse equilíbrio.

Finalizando ela diz que esse modelo (político, econômico, social) sustentável ainda não existe, e isso não o impede de existir, uma vez que temos a capacidade de acreditar criando. Porém, o modelo só existirá se houver um esforço coletivo. A situação é urgente e pede uma resposta urgente de todas as esferas, e isso, claro, inclui a igreja. Como comunidade influenciadora temos o dever de levar a sério essa questão.

A fala dela é relevante, erudita e altamente inspiradora. Se houver outra exposição dela em SP, vale a pena participar!

– postado por Rods

Eu abracei um homem de cueca – Versão brasileira

No começo do ano eu postei aqui a ação de um grupo cristão na parada gay americana, e a repercussão foi muito positiva. Mas mês passado, novamente surgiu na minha timeline uma foto que me deixou feliz:

foto por Yohan Ignas

Entrei em contato com o Allison Tavares, de onde veio a foto, e ele me  disse que junto com um grupo cristão de Fortaleza, foi realizada a ação na parada gay da cidade. A experiência foi positiva pra todos os envolvidos, quebrar um muro de distanciamento entre Cristo e as pessoas é necessário! Esses exemplos precisam ser seguidos, e eu fico feliz de ver isso no meu país.

A ação está descrita no blog Evangelho Urbano pelo Yohan Ignas, com uma visão de quem estava lá no meio, vale a pena ler. Mas quero destacar aqui o último parágrafo que ele escreveu:

“Ao ver uma multidão perdida Jesus enxergou a oportunidade de um resgate ao invés de um diagnóstico de condenação. Ele foi para o meio dela e começou a ensinar! Sabendo disso, qual deve ser a nossa postura diante de uma multidão homossexual perdida? Essa pergunta nos leva a uma resposta assustadora, Deus nos quer no meio deles! Assim como nos quer nos meio de varias outras multidões. Nossos esforços em responder porque homossexualismo é pecado não devem ser maior do que nosso empenho de ensinar essa multidão sobre o amor restaurador de Jesus.

 Enquanto não conseguimos formatar nossa resposta em palavras, que tal falar menos e amar mais.”

Que tal amar mais?

Foto por Yohan Ignas

 

– postado por Rods.

Jesus > Religião

Um vídeo que repercutiu muito nas internets da vida foi o “Why I hate Religion but Love Jesus” (Porque eu odeio religião mas amo Jesus) do Jefferson Bethke. O cara tem uma pegada hip-hop, se converteu aos 19 anos, viveu a juventude loca e o primeiro amor loco, e condensou o que ele viu num discurso muito relevante.Talvez ele tenha pegado pesado no título, talvez não. O conceito é: Jesus é maior que a religião, a Graça é maior do que as regras, cristianismo não é sobre “o que eu faço” mas sobre o que “Jesus fez”. Assiste ai, pense nisso.

 

 

 

– postado por Rods.

Eu abracei um homem de cueca

Agora a noite surgiu na minha timeline essa foto:

"desculpe-nos pela forma como a igreja tratou vcs"

e a legenda: Grupo de cristãos foi à parada gay com cartazes dizendo “desculpe-nos pela forma como a igreja tratou vcs”.
Eu pensei CARAMBA, ELES ESTÃO FAZENDO ISSO CERTO! A gente tá cansado de ver grupos cristãos extremistas lá fora protestando contra tudo (tipo Michael Jackson, Madonna e gays) com insultos grotescos muitas vezes, e isso toma a mídia que ganha mais um argumento pra moldar o cristão fanático e intolerante. E é, a igreja é muitas vezes fanática e intolerante, acho que por isso eu fiquei tão feliz com essa notícia aqui.

Em junho de 2011 rolou mais uma Chicago Pride Parade (tipo uma parada gay da gringa), e um grupo de cristãos colou lá com camisetas escritas “I’m sorry” e cartazes  “I’m sorry the way churches have treated you” (me desculpe pela forma como a igreja tem tratado vocês) e tiveram uma experiência de relacionamento com os participantes da parada, abraçaram geral, sorriram, fizeram algo muito mais “cristão” do que julgar e insultar. Nathan Albert (o gordinho abraçando o brother de cueca na foto) escreveu no seu blog sobre o trabalho realizado:

” Eu abracei um homem de cueca. E acho que Jesus faria o mesmo.
[…] nós queríamos ser uma voz cristã alternativa aos portestantes que estavam lá gritando “ódio” no megafone.
O que eu mais amei aquele dia foi quando as pessoas “entenderam”. Eu curti assistir a expressão das pessoas quando viam nossas camisetas, liam os cartazes e olhavam de volta pra gente. As respostas foram incríveis. Alguns nos mandavam beijos, outros vinham nos abraçar, outros gritavam OBRIGADO! Algumas garotas vieram e disseram que fomos a melhor coisa que elas viram durante o dia todo. Eu queria ter contado quantas pessoas me abraçaram. Um cara em particular disse suavemente: Bem, eu perdôo vocês.
Ver as pessoas reconhecendo nossas desculpas me fez chorar várias vezes. Aquilo era a personificação da reconciliação.

[…] infelizmente a maioria dos cristãos não pensariam nem se aquele cara dançando de cueca branca (foto) tem um nome. Bem, ele tem. Se chama Tristan. De qualquer forma, eu acho que Jesus o teria abraçado também. Isso é exatamente o que li nas escrituras: Jesus andando com pessoas que os religiosos fugiriam. Alguma relação entre aquela época e agora? Eu acho que sim.

Eu abracei um homem de cueca. Abracei forte. E tenho orgulho disso. “

Chega de pregar amor e praticar intolerância, chega de julgar julgar julgar antes de amar. Chega de se achar melhor. Passou da hora de sermos mais parecidos com Jesus.

Deixo aqui o meu abraço, esteja você vestido ou só de cuequinha branca 😉

 

– postado por Rods